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terça-feira, março 16, 2010

CSD Architecten: Stef & Britt House, Antwerp, Belgium, 2009

"A casa é construída em um lote muito pequeno de terra no centro de Antuérpia. Medindo apenas 4 metros de largura por 12 metros de profundidade, os desafios foram para maximizar as qualidades espaciais, para obter uma abundância de luz, e ter um máximo de contactos entre os espaços.

A fim de alcançar este objectivo, organizámos os espaços divididos em níveis em torno de um núcleo central de distribuição, constituído por uma escada, um elevador, uma zona técnica e um espaço vazio para permitir a passagem de luz através de todo o comprimento da casa.

Ao contrário da fragmentação e da complexidade da estrutura e da assimetria  da fachada, os interiores são projectados para criar um carácter único e monolítico.
As cores interiores são escolhidas para corresponder ao conjunto e criar, mais uma vez, uniformidade e não
ambientes contrastantes.
Tentámos encontrar um equilíbrio em uma arquitectura moderna, que tem uma alma, calor e uma especificidade provenientes dos materiais."






sábado, março 13, 2010

"yo lo digo mies van der rohe"

Quando entrei no curso de arquitectura, posso afirmar que era daqueles que não fazia a mínima ideia do que é arquitectura, e do que é a profissão de arquitecto. Mais do que isso, não tinha qualquer referência ou ídolo, não por ser exigente, mas por não "conhecer" nenhum arquitecto. Era de facto uma tela em branco. Só mais tarde viria a devorar revistas e livros de arquitectura na tentativa de absorver tudo aquilo que tinha perdido em anos cuja falta de cultura arquitectónica era a regra.
Esta tendência não foi automaticamente quebrada com a entrada na faculdade, foram vários os episódios que me levaram a corrigir essa lacuna, não só pela curiosidade motivada pelo interesse na arquitectura, mas também pela vergonha que sentia por não ter referências.


Quando já andava no segundo ano, houve claramente uma frase que me marcou, algo que me deu a conhecer uma das minhas maiores referências.


"yo lo digo mies van der rohe"


Esta frase intrigou-me desde o momento em que a vi. Um pedaço de papel cortado de alguma publicidade colado numa parede que não fazia (na altura) sentido nenhum deixou-me curioso, e despertou o meu interesse.Mais do que isso deu-me a conhecer um dos maiores génios da arquitectura de sempre!


Hoje, com o curso finalizado, não imagino a minha vida arquitectónica sem referências, sem um livro de arquitectura, sem o mies, o siza, o zumthor, o souto moura, aalto, mendes ribeiro, carrilho da graça, carvalho araújo, entre outros.

Oscar


(congresso nacional de Brasília)

"Não é o ângulo recto que me atrai, nem a linha recta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein."



Oscar Niemeyer

Arquitecto reconhecido em todo o mundo, Niemeyer tem uma visão própria da arquitectura, o seu estilo inconfundível é marcado pelas formas curvilíneas, e pela procura da beleza. Completamente contra a ideologia d"a forma segue a a função", transformou a beleza no aspecto fundamental da sua arquitectura.


Em 2007, Fabiano Maciel, realizou um documentário intitulado "A vida é um sopro", sobre a vida e a obra do arquitecto. Mais do que um documentário, o filme apresenta-se como uma história descontraída pautada, com conversas em ambiente informal com o Niemeyer. São 90 minutos muito bem empregues, que oferecem um contacto "real" com o pensamento do arquitecto, melhor que qualquer descrição jamais feita numa qualquer aula de teoria da arquitectura.
Mesmo que não se goste da sua arquitectura ostentativa, Niemeyer é e será sempre uma referência, quer pela sua arquitectura, quer pela sua maneira de ver o mundo.